terça-feira, 20 de outubro de 2009

Relembrar minha infância é viver um pouco do passado.


Universidade Federal da Bahia
Faculdade de Educação

Adeciane Rosa Santos Costa

Memorial: Minha Infância

Este memorial será apresentado ao curso de pedagogia do programa de professores em exercício no município de Tapiramutá para a Faculdade de Educação UFBA_FACED para a professora Lemarcea


Tapiramutá –Bahia
2009

AGRADECIMENTOS

Agradeço a deus, ser supremo por estar sempre comigo e me iluminar na longa caminhada vida.
A meus pais que sempre acreditaram em mim.
A minha filha Luciane pela paciência e compreensão de sempre esta distante.
As minhas amigas: Vanusia, Adriana e Taisa, por todo apoio oferecido neste ano e por nunca deixarem desistir diante das dificuldades.
Ao meu esposo Luciano, pelo amor e carinho, pelos momentos difíceis de compreensão e de ausência, que por qualquer motivo não pude atendê-lo.


Apresentação
A história de vida resgatada em um trabalho acadêmico permite acrescentar novos conceitos ao desenvolvimento pessoal.
Em toda etapa de nossas vidas e através das experiências vivenciadas dia-a-dia junto as intenções pessoais, faz-se com que os acontecimentos pessoas tornem marcante no processo de construção de nossa história como pessoa.
O que este memorial vai salientara minha vida da infância e de estudante e minha relação professor-aluno.
Nesse processo á observado, portanto, a importância das experiências vivida minha história, refazendo uma analise geral sobre a trajetória da escolarização.
Nas considerações finais faço uma síntese de todas as experiências vividas e apresentadas nesse memorial onde o foco a escolarize a relação que vivencia com os professores


Meu Memorial

Em uma pequena cidade do interior conhecida como Tapiramutá casaram-se dois jovens: Adelaide Rosa e Antonio Barros cheios de muitas esperanças. Logo começou a surgir seus filhos: Ademailton, Ademilson, Antonio Alberto, Adriano, Marcelino. A cada ano, esperava uma menina e nada de aparecer. Depois de sete anos minha mãe Adelaide ficou grávida novamente e a esperança que nascesse uma menina era muito pouca, más sim aconteceu.
Em 1981, nasceu a tão esperada menina, todos ficaram felizes deram o nome de Adeciane, filha única caçula, arrodeada de muito amor e carinho por todos. Eu era uma menina calma, sadia que chorava pouco, mamei pouco tempo por isso tomei mamadeira até os três anos de idade e também chupava bico. Pois tudo que eles queriam, uma irmã por isso eles faziam todas minhas vontade, mas dentro dos limites.
Quando tinha quatro anos de idade não tinha com quem brincar e vivia somente com meus pais e irmãos. Eles iam sempre para a roça de carro e eu queria está com eles. O meu irmão mais velho Ademailtom que eu o chamava de Boy não gostava de me levar, pois segundo ele eu dava vontade de fazer xixi.
Recordo-me também que eles sempre me davam bonecas, por não ter uma amiga para brincar, não gostava de forma alguma e eles diziam que eu pareço um menino.
Sim, sem contar que todos os lugares que a minha mãe ia eu tinha que está perto dela, pois todos tinha ciúmes de mim, todos domingos eu amava porque minha mãe ia para casa da minha vovó Vastir onde era um encontro de famílias , aí sim eu gostava pois encontrava minhas prima: Simone, Elinea, Lilia e brincávamos juntas no quintal da vovó e ela ficava muito zangada, porque deixávamos tudo bagunçado com folhas de árvore no chão, cavava buracos e era um grande sucesso.


A Minha Vida na Escola

Entrar na Escola, foi algo muito marcante em minha vida, ainda lembro das primeiras aulas. Era um a escola linda bastante atraente, mais nunca mim esqueço do brinquedo, que meu pai enviou a escola e a professora não deixava brincar, ele ficava sempre dependurado na parede da sala de aula. Minha escola se chamava Pingo de Gente, eu tinha apenas cinco anos de idade. Era um ambiente muito interessante que mesmo em casa sentia vontade de está lá. Aconteciam brincadeiras legais, oficinas, dramatizações, momento de leitura era um grande sucesso. Não poderia deixar de citar a minha colega Micaele que a todo o momento estávamos juntas brincando e nossas brincadeiras preferidas eram: amarelinha elástica e várias outras brincadeiras.
Lembro também da professora Lúzia Bispo que a todo o momento estava cuidando dos alunos, muito atenta e responsável que realmente se entregou para a turma, trazendo o de melhor para nosso aprendizado, por isso tínhamos a escola como espaço de ensino e aprendizado, mesmo por ser um ensino totalmente tradicional, mais todos os professores acreditavam nesse ensino e aprendizado dos alunos.
Tudo estava indo na mais perfeita ordem, até que acabou durando somente dois anos na Escola Pingo de Gente.
A partir da 1ª série fui estudar em uma nova escola. Ela se chamava Grupo Escolar Julieta Pontes Viana. Nossa... Tudo era diferente o tamanho da escola, a quantidade de alunos os professores. Ah! Lembro-me das enormes filas que eram feitas tanto para entra na sala , quanto para lanchar eu não gostava de forma nenhuma este momento, aí ficava sempre lembrado da minha escolinha Pingo de Gente com vontade de volta para lá, mesmo sabendo que não tinha a 1ª série. No momento do recreio para mim era mais um problema, ficava em um canto observando muitas crianças correndo de um lado para o outro, empurrando,caindo, levantando e minhas colegas brincando no mesmo ritmo. Eu não brincava de forma alguma, pois tinha muito medo de me machucar e meus pais e irmãos não queriam que eu fizesse isso.
Minhas colegas reclamavam somente das fardas que tia mos que usa-lo, que era: Meias pretas, blusa da farda e calça azul. Porém eu gostava tanto e tinha muito orgulho de usá-la. E o que eu odiava mesmo era a semana das provas ode a professora Neuza passava um questionário com quarenta questões e tínhamos que decora-los, Passava a tarde inteira decorando as perguntas, pois não tínhamos direito de pensar nas seguintes perguntas, porque a professora pensava sozinhas as perguntas e as respostas, minha mãe muito preocupada pegava muito no pé para estudar prometendo presentes se pascesse de ano. Depois de ficar a tarde toda estudando, minha mãe ia até meu quarto e fazia todas as perguntas e todas as respostas tinham que está na ponta da língua. O Mais engraçado era que quando terminava meu pai pedia para colocar o caderno embaixo do travesseiro, pois segundo ele não iria esquecer de nada. E assim aconteceu da 1ª até a 4ª série.




Considerações Finais

Este memorial procurou apresentar a relação professor-aluno e a questão afetiva em várias situações que envolveram as minhas experiências vividas no contexto educacional.
Cabe fazer uma reflexão ao significado do passado, ou seja, nossas experiências vividas na escola e em toda minha infância e desta forma investigar nossa própria história.
E recomeçar fazendo uma revisão dos acontecimentos adquiridos no passado, porém analisar e relembrar com o olhar no presente.
A vertente mais positiva deste processo é que este caminho possibilita um entendimento sobre minha identidade e consequentemente estimulará o processo de mudança da minha prática pedagógica, pois, em minha infância nos alunos decorávamos e era uma forma totalmente tradicional e não tínhamos o direito algum de pensar.
Retomando o assunto sobre a relação professor-aluno o inicio da escolarização citada na formação primária, que fui prejudicada por uma postura do educador autoritário, opressor do modo que ensinamos que se aprende.
O autoritarismo, opressão do educador em considerar que é o “dono do saber” inibindo os alunos a crescer, a se desenvolver no processo de aprendizagem e ainda mais não havendo trocas e tão pouca afetividade a relação entre os sujeitos, ficando muito prejudicada.

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